INOVAÇÃO E O ENTRAVE EDUCACIONAL

Posted 14 de abril de 2014 By gfleury

A economia brasileira necessita de um modelo de crescimento que mantenha o consumo doméstico fortalecido, mas o país precisa elevar sua taxa de investimento, sobretudo em infraestrutura. Porém, a questão fundamental é como investir mais frente ao atual quadro financeiro do governo.

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Marcos Cintra, vice-presidente da Fundação Getulio Vargas.

A estrutura orçamentária brasileira é um entrave à expansão dos investimentos. A Constituição Federal de 1988 criou um Estado de Bem Estar-Social e este fato foi o principal responsável pelo crescimento acelerado da carga tributária a partir de então. Mais tributos passaram a ser extraídos para financiar as crescentes despesas nas áreas da saúde, previdência e assistência social. A média de arrecadação de 25% do PIB na década de 80 saltou para 28% nos anos 90 e 33% de 2000 a 2010. Nos mesmos períodos, a participação dos investimentos no PIB foi de 22%, 18% e 17%.

A atual carga tributária combinada com a necessidade de financiamento da seguridade social limitam os investimentos necessários. Por sua vez, não há mais espaço para expandir o já elevado ônus fiscal sobre os atuais contribuintes e a margem de aumento do endividamento público é reduzida.

O crescimento econômico demanda disponibilidade de fatores humano e de capital. O Brasil vive uma situação que combina carência de infraestrutura e de trabalhadores qualificados. A maior parte do bônus demográfico já foi incorporada à força de trabalho por conta da rápida redução do desemprego, que caiu de 12% em 2003 para cerca de 5% em 2013.

A alternativa para a economia brasileira superar o quadro atual é o aumento da produtividade. A saída se traduz na elevação da função de produção do país através do progresso tecnológico. Assim, o papel da inovação passa a ter peso cada vez maior para a eficiência da atividade produtiva nacional. É preciso criar condições para acelerar o desenvolvimento científico e tecnológico, incorporando esses avanços ao processo de produção, de tal forma a elevar a produtividade total dos fatores.

A inovação assume papel cada vez mais importante para o crescimento econômico sustentado em várias partes do mundo. Cálculos econométricos apontam que apenas a expansão da disponibilidade de capital e trabalho não explica a totalidade do processo de crescimento do PIB. Nas economias mais desenvolvidas, onde o bônus demográfico já foi incorporado à atividade produtiva, a expansão econômica se mostra muito dependente da inovação que, por sua vez, demanda mão de obra qualificada.

A dependência do progresso tecnológico como fator de crescimento econômico sustentado é um fenômeno cada vez mais presente na economia brasileira. Porém, o fato do país ter um grande contingente de trabalhadores com baixo nível de escolaridade é um entrave. Em países como Coréia, Estados Unidos e Alemanha, que investem pesado em inovação, a população tem em média doze anos de ensino de qualidade. No Brasil são sete anos de escolaridade, sendo que no âmbito público o nível é vergonhoso.

Fonte: Brasil 247

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5 dicas para ser mais criativo na hora de empreender

Posted 14 de abril de 2014 By gfleury

 

empreendedor-criativoInovação é fundamental para um projeto deslanchar em um mundo tão competitivo como o nosso.  Mas, como fazer a criatividade acontecer? A VOCÊ S/A conversou com a  fundadora da FLAG Holding,  Luisa Martini, que dirige o CLAN, núcleo de cultura, conhecimento & experiência da FLAG. Luisa é uma das professoras do curso Translator Of Disruption,  que vai acontecer em 10 e 11 de maio, na Escola São Paulo e no HQ da FLAG. As inscrições estão abertas no site http://bit.ly/1qmKFUr

Fique atento as novidades

O mundo está passando por uma transformação radical, trazida pelo crescimento constante da tecnologia. Tudo está ficando cada vez mais rápido, temos cada vez mais informação e conexão. A transformação não é uma opção, nunca vai desacelerar.

O melhor a fazer é não se opor a isso, pelo contrário, usar toda essa tecnologia para encontrar soluções mais criativas para os maiores problemas do mundo.

Nenhum negócio hoje vai se sustentar se ele for planejado pensando no que vai acontecer em 2 ou 3 anos. Temos que projetar para 15 ou 20 anos na frente, porque esse poderá ser o cenário que vai estar acontecendo em 2 ou 3 anos. A evolução não é mais linear, mas exponencial e ela ultrapassa a nossa capacidade cerebral linear de projeção de futuro.

Aposte em pessoas

Um simples e poderoso pensamento para empreender: o entendimento que o negócio é formado por pessoas e pela forte vontade delas de fazer coisas acontecerem. É um enfoque mais realista sobre o plano de negócios, colaboração e paixão. Qualquer tipo de planejamento é ferramenta, não é o que faz um negócio dar certo. O trabalho duro, consistente e determinado é o que faz o projeto acontecer.

Tenha  paixão + Super-poderes

Paixão é o que move o mundo e o que faz você levantar da cama de manhã. Quando você consegue entender quais são as suas fortalezas, os seus super-poderes, coloca isso a favor da sua paixão e ainda soma um propósito positivo para a sociedade, a energia começa a fluir e o universo talvez conspire a seu favor.

Se você não é apaixonado pelo que faz, pare imediatamente.

Busque se auto-conhecer 

A busca pelo auto-conhecimento é um dos fatores mais importantes, ela é determinante para você sentir que está no seu caminho, e só essa certeza vai te dar determinação e segurança para continuar nos momentos difíceis. Pesquise, busque conhecimento em lugares improváveis, não pare de estudar nunca, aprenda a meditar. Olhe para dentro, para o que está acontecendo e se desenvolvendo dentro de você. Aí está a resposta para encontrar a sua paixão e a forma de transformar ela em um business.

Use a tecnologia a seu favor

Faça o seguinte exercício: pense em todas as suas tarefas diárias, pessoais e profissionais. Agora pense no que poderia ser automatizado, ou seja, feito por um sistema, software (ou feito por um robô).

Você vai perceber que talvez 80% do que você faz hoje poderia ser substituído por um robô. E isso provavelmente vai acontecer em um futuro próximo.

Existem algumas opções: você mesmo começa a automatizar seus processos, você começa a se desenvolver em um sentido mais criativo e estratégico (ou seja, tarefas mais mentais e menos braçais) ou, você pode não fazer nada e esperar seu negócio se desintegrar sem entender o porquê.

Fonte: Blog da VOCÊ S/A (EXAME.com)

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Temas Emergentes: Inovação como Serviço (IaaS)

Posted 14 de abril de 2014 By gfleury

O-que-é-IaaS

O termo software como serviço (SaaS) já se consolidou como uma alternativa de aquisição de aplicações de diferentes funções. Softwares como o Sales Force, Google Docs, Constant Contact e muitos outros de empresas tradicionais como Oracle, Microsoft e SAP já migraram para o modelo de negócios SaaS.

Nessa mesma lógica surgiu o conceito de Inovação como Serviço (Innovation as a Service – IaaS) para prover às empresas toda gama de soluções relacionadas à gestão da inovação.

O conceito é o mesmo: aportar para as empresas usuárias a possibilidade de gerir seu processo de inovação utilizando ferramentas e serviços de terceiros como uma solução completa para esse tipo de desafio.

Um provedor de soluções IaaS atua desde a estruturação da inovação nas empresas até o lançamento dos projetos ao mercado. Abaixo listo as principais soluções que são aportadas:

1. Estruturar a gestão da inovação na empresa cliente – definir as principais práticas relacionadas a gestão da inovação e colocá-las em prática nas empresas.

2. Identificar oportunidades de alto potencial de resultados – buscar ideias, tecnologias e soluções que estejam alinhadas com a estratégia de inovação deliberada. Aqui são construídos radares tecnológicos e um conjunto de oportunidades concretas.

3. Refinar e validar as oportunidades com experts – além de testar as oportunidades com os experts internos são envolvidos profissionais externos e mesmo clientes potenciais. Tudo isso é feito pelo provedor de IaaS.

4. Estruturar os projetos (até mesmo captando recursos para desenvolvimento) – esse é uma atividade crucial para muitas empresas que não conseguem financiar os desenvolvimentos exclusivamente com os recursos próprios.

5.  Preparar e executar learning plan para execução do piloto – definir e testar as principais incertezas são atividades fundamentais para projetos inovadores.

6.  Acompanhar desenvolvimento do projeto – combinar a execução de projetos inovadores com a operação da rotina nem sempre é uma tarefa fácil já que ambas demandam tempo e isso é algo escasso nos dias de hoje.

7. Realizar a gestão das métricas, portfólio e ações de engajamento – o provedor de IaaS faz o papel do personal trainer, garantindo que as ações sejam executadas e resultados sejam gerenciados.

Nessa linha, tecnologias foram incorporadas aos pacotes de IaaS. Para cada solução hoje podemos contar com softwares e plataformas muito robustas. Technology brokers como a Innocentive integram uma rede cientistas, pesquisadores e experts no mundo todo na busca por solução de problemas complexos. Quando busca-se a solução com grupos de estudantes surge com destaque no Brasil uma plataforma chamada Battle of Concepts. Há ainda as chamadas plataformas de ideia management, que automatizam todo processo de geração, seleção, desenvolvimento e acompanhamento das inovações, permitindo colaboração interna e externa.

Todas essas ferramentas, quando combinadas com metodologias robustas podem trazer excelentes resultados. Vejo organizações cada vez mais abertas em contar com terceiros que possuem soluções metodológicas e tecnológicas que possam potencializar os ganhos nas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. As soluções de inovação como serviço são uma tendência e acredito que veremos crescer rapidamente no Brasil.

Fonte: Blog Inovação na Prática (EXAME.com)

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No dia 29 de abril, encontro lança nova versão do movimento.

Apresentar as histórias e os aprendizados dos líderes que, efetivamente, “põem a mão na massa” para inserir a sustentabilidade na cultura corporativa. Essa é a proposta do encontro Plataforma Liderança Sustentável – Versão Executivos, que acontece no Tucarena, em São Paulo, no dia 29 de abril. O movimento, que já conta com 30 presidentes de grandes empresas, incorpora, assim, 11 novos executivos – aqueles que, na prática, são os responsáveis por concretizar as macrovisões de sustentabilidade dos CEOs no cotidiano das companhias.

DestaqueResponsáveis pelas áreas de Sustentabilidade de algumas das maiores empresas do Brasil, eles vão compartilhar com o público, em palestras curtas e objetivas, os principais desafios, demandas e as competências necessárias para transformar valores, visão e estratégias, visando inserir a sustentabilidade no core business, além de oferecer dicas para jovens líderes que queiram trabalhar o tema na cultura de suas organizações.

A Plataforma mantém, no novo encontro, a mesma finalidade dos anteriores: inspirar e educar jovens líderes para a sustentabilidade por meio da gestão de conhecimento. O formato também é o mesmo: palestras gravadas em linguagem de cinema e, mais adiante, disponibilizadas na internet para disseminação online.

A Plataforma Liderança Sustentável – Versão Executivos vem diversificar o conjunto de narrativas e reforçar a tese de que a liderança é um fator determinante para a inserção da sustentabilidade na cultura das organizações. “Em todos os lugares por onde passamos, a receptividade foi sempre grande às histórias que contamos dos presidentes de empresas. Porém, não raras vezes, recebemos sugestões de que seria interessante conhecer também as experiências de quem ‘coloca a mão na massa’ no dia a dia, dos executivos de sustentabilidade, os profissionais responsáveis por concretizar as diretrizes dos CEOs”, explica Ricardo Voltolini, diretor-presidente de Ideia Sustentável e idealizador da Plataforma.

O público do encontro receberá um livro com a íntegra dos depoimentos dos 11 palestrantes. São eles: Carlos Nomoto (Santander), Elisa Prado (Tetra Pak), David Canassa (Votorantim), Jorge Soto (Braskem), Luciana Alvarez (AES Brasil), Armando Ennes do Valle (Whirlpool), Denise Alves (Natura), Denise Hills (Itaú), Fábio Abdala (Alcoa), João Carlos Redondo (Duratex) e Silvio Gava (Even).

Interessados em participar devem solicitar sua inscrição pelo e-mail plataforma@ideiasustentavel.com.br , enviando nome, empresa, cargo e telefone de contato.

Serviço

O quê: Plataforma Liderança Sustentável – Versão Executivos
Quando: 29 de abril, das 10h às 13h (coffee às 9h30)
Onde: Teatro Tucarena -Rua Monte Alegre, 1.024, Perdizes, São Paulo/SP
Estacionamento próximo: Pier Park Estacionamentos / Transamérica Executive Perdizes (Rua Monte Alegre, 835) – R$14,00 – (11) 3167-7111

Sobre a Plataforma Liderança Sustentável

A Plataforma Liderança Sustentável é um movimento, iniciado em 2011, que visa inspirar e educar jovens líderes para a sustentabilidade. Foi programado para cinco etapas. Na primeira, tratou do estado da arte da liderança sustentável. Na segunda, de como empresas estão envolvendo e educando líderes para a sustentabilidade. Na terceira – a atual –, discute a inserção do tema na estratégia do negócio. E ainda prevê duas fases pela frente: inovação e comunicação. Os videodepoimentos da fase mais recente, sozinhos, já somam mais de 93 mil views no Vimeo e no YouTube. No total, as narrativas contabilizam mais de 460 mil visualizações, além de 25 mil acessos mensais ao portal, 39 mil jovens líderes impactados presencialmente e dois livros lançados: Conversas com Líderes Sustentáveis (Senac-SP/2011) e Escolas de Líderes Sustentáveis (Elsevier/2013), ambos do consultor Ricardo Voltolini.

Fonte: Administradores

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Governo terá novo programa de incentivo à inovação

Posted 14 de abril de 2014 By gfleury

Três editais serão lançados nos próximos dias com o objetivo comum de financiar projetos de tecnologia e inovação industrial.

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Clélio Campolina

O governo federal vai lançar três editais nos próximos dias para estimular o setor de ciência e tecnologia e também a inovação industrial. Segundo afirmou ao ‘Estado’ o novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clélio Campolina, as medidas foram “demandadas” pela própria presidente Dilma Rousseff e deverão “irrigar o sistema científico e tecnológico” neste ano.

Os três editais têm como objetivo comum o estímulo financeiro aos laboratórios, institutos e universidades públicas e à pesquisa científica e tecnológica. O primeiro edital será voltado ao programa Pro Infra, conduzido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que vai financiar projetos de implantação, modernização, ampliação e recuperação de infraestrutura física de pesquisa nas instituições públicas de ensino superior e de pesquisa. Nos últimos anos, esse programa ofereceu linhas de R$ 300 milhões a R$ 500 milhões. O ministro não antecipou valores.

Outro edital será para a renovação e formação de novos institutos nacionais de ciência e tecnologia, que desenvolvam pesquisas em áreas estratégicas para o ministério, como biotecnologia e mudanças climáticas.

O terceiro edital que será lançado pelo governo refere-se à contratação de trabalhos no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), voltado à formação de pesquisadores.

“A partir do lançamento dos editais, o sistema brasileiro, que envolve pesquisadores, técnicos e cientistas, já começa a se mover, preparar projetos e pesquisas para participar dos programas e isso faz mover o conhecimento no País imediatamente”, disse Campolina. Ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele assumiu o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação há um mês. É o terceiro a comandar a pasta na gestão Dilma Rousseff. Antes dele, ocuparam o cargo Aloizio Mercadante e Marco Antônio Raupp.

Energia. Na entrevista ao Estado, a primeira desde que assumiu o ministério, Campolina também mostrou interesse do governo em discutir o fomento a energia nuclear como forma alternativa de gerar energia elétrica no País. “A energia nuclear tem uma grande trajetória tecnológica, mas novos avanços podem trazer mais segurança, algo importante no Brasil. Precisamos sempre identificar outros caminhos energéticos, não podemos investir em uma trajetória única”, disse.

Desde o ano passado, o governo Dilma Rousseff iniciou uma lenta reformulação institucional da área nuclear no campo federal. A direção da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) foi trocada, de forma a dar mais agilidade para o órgão, que detém o monopólio da cadeia do urânio, crucial para geração de energia nuclear. O Palácio do Planalto também deseja criar uma agência reguladora de energia nuclear, absorvendo áreas que hoje fazem parte da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

O novo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação também defendeu um estímulo maior ao desenvolvimento da biotecnologia no País. “A biotecnologia não necessariamente precisa ser trabalhada de forma única, mas precisamos envolver tudo, desde a área de fármacos até a agricultura, passando pela questão ambiental. Estamos desenhando um projeto especial para a biotecnologia na Amazônia.”

Fonte: O Estadão

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O ponto cego dos inovadores

Posted 11 de abril de 2014 By gfleury

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É preciso abordar o ecossistema da inovação, ciente dos riscos inerentes a ele, afirma Ron Adner, professor de estratégia da Tuck School of Business.

Quem, além de mim, também precisa inovar para que minha inovação seja bem-sucedida? Quem precisa adotar minha inovação antes que o consumidor final possa avaliar a proposta de valor completa? Essas são perguntas fundamentais que devem ser feitas antes de investir em uma nova ideia, de acordo com Ron Adner, professor da Tuck School of Business, dos Estados Unidos.

No entanto, os gestores costumam analisar somente duas questões: a capacidade de uma nova ideia de criar valor para o cliente e a capacidade da empresa de entregar a inovação de modo competitivo. Essas são perguntas corretas, mas insuficientes, que podem deixar o inovador cego para variáveis importantes.

Para Adner, os pontos cegos são aquelas peças que ficaram faltando para o quebra-cabeças da mudança dar certo. Eles têm potencial para destruir grandes gestores e até organizações. Por esse motivo, o estudioso propõe, em Sob a Lupa da Inovação (ed. Campus/Elsevier), a “estratégia de ecossistema”, que implica ter visão holística dos riscos e requer a análise do sistema no qual se deseja inovar para identificar dois tipos de risco:

  • O risco da inovação conjunta: quem mais precisa inovar, ou mudar de comportamento, para que sua inovação seja bem-sucedida?
  • O risco da cadeia de adoção: que outras partes precisam aderir à mudança antes que o  cliente final possa avaliar a proposta de valor total?

“Esses dois riscos escondem-se sob o ponto cego da estratégia tradicional”, afirma o expert em artigo publicado por Fast Company. Na visão do autor, eles permanecem dormentes enquanto as inovações seguem linhas estabelecidas, mas tendem a eclodir quando se tenta ir além da inovação incremental. Os desafios que surgem podem ser devastadores para quem não estiver preparado.

 Inovação “ganha-ganha-ganha” 

“A inovação conjunta pressupõe a lógica da multiplicação, e não das médias”, afirma Adner em seu livro. Para calcular a probabilidade de uma grande ideia ganhar vida, é preciso levar em conta não apenas a inovação que sua empresa realizará, mas todas as outras que levarão a inovação ao público-alvo. Assim, multiplicam-se as probabilidades: se trabalho com 50% de probabilidade de que meus esforços deem certo, mas também a ação de meu parceiro carrega a mesma probabilidade, então devo multiplicar 50% por 50%, o que me traz 25% de probabilidade de sucesso.

Tal lógica parece óbvia, mas falhamos em seu reconhecimento e tendemos a olhar as coisas pela média, o que nos leva a termos expectativas equivocadas e a não mexermos nas peças –recursos, objetivos e prazos – que poderiam aumentar a possibilidade de completarmos o quebra-cabeças. 

Ao inovar, não se deve buscar só o ganha-ganha. Agora, a visão é do “ganha-ganha-ganha”, na qual se trabalha com o fato de que, antes do consumidor, outros elos têm de escolher participar da mudança. “Se não pudermos trazê-los a bordo, não poderemos, de fato, surgir com uma oferta espetacular para o cliente final”, diz Adner em entrevista publicada pela Forbes Índia.

O caso do leitor Kindle é exemplar. Diferentemente da Sony, a Amazon procurou deixar a corrente firme no elo das editoras, tornando-o até menos atraente ao consumidor (ao não permitir que se compartilhassem livros, por exemplo). Não fosse assim, o produto Amazon não emplacaria. Dessa maneira, o ganha-ganha-ganha implica pensar em “eu ganho”, “meu parceiro na cadeia de adoção ganha” e “o cliente ganha”. “Se for ganha-perde-ganha, você perde”, alerta Adner.

Fonte: HSM

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BNDES cria programa para inovação em pequena empresa

Posted 11 de abril de 2014 By gfleury

Programa BNDES de Apoio à Micro, Pequena e Média Empresa Inovadora terá dotação orçamentária de R$ 500 milhões, com vigência até 31 de dezembro de 2015.

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Rio – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um programa para financiar investimentos em inovação por parte de empresas de menor porte, com faturamento anual de até R$ 90 milhões.

Para pleitear os empréstimos, elas devem ter, a partir de 2011, realizado investimentos em serviços tecnológicos por meio do Cartão BNDES ou acessado os programas Sibratec, Sebraetec ou Senai Sesi de Inovação.

O Programa BNDES de Apoio à Micro, Pequena e Média Empresa Inovadora (BNDES MPME Inovadora) terá dotação orçamentária de R$ 500 milhões, com vigência até 31 de dezembro de 2015.

Ou seja, os pedidos de financiamento devem dar entrada no banco de fomento até essa data. Segundo nota enviada nesta quinta-feira, 3, pelo BNDES, “também podem acessar o programa companhias que tenham patente concedida ou pedido de patente válido no ano do protocolo da operação ou nos dois anos anteriores”.

No caso dessas empresas, porém, serão apoiados os investimentos complementares a seus processos inovadores.

Além disso, o programa apoiará o plano de negócios, a implantação ou modernização e os investimentos no desenvolvimento de novos produtos e processos de empresas localizadas em parques tecnológicos e incubadoras.

Esse tipo de empréstimo também poderá ser direcionado a companhias que tenham, em sua composição societária, fundos de investimento em participações e/ou fundos mútuos de investimento em empresas emergentes.

Os recursos do BNDES MPME Inovadora também poderão ser direcionados para capital de giro. Segundo o BNDES, a taxa de juros poderá ser fixa (4% ao ano) ou variável.

Fontes: Exame. com e Estadão

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Sebraetec fomenta a contratação de novos consultores

Posted 30 de outubro de 2013 By gfleury

sebraintraOs micro, pequenos e médios empreendedores desempenham um papel fundamental na geração de emprego e renda e fazem de suas empresas um instrumento propulsor do desenvolvimento econômico.

O mercado, cada dia mais competitivo e globalizado, exige dessas empresas serviços de maior qualidade e eficiência. Para a melhoria em seu desempenho muitas empresas participam do Programa Sebraetec, que é um instrumento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para permitir aos negócios, de qualquer setor econômico, o acesso subsidiado a serviços em inovação e tecnologia, com vistas à melhoria de processos e produtos, assim como à introdução de inovações em empresas e mercados para o aumento da lucratividade nos negócios. 

Nos últimos anos a demanda por consultorias tecnológicas e de inovação junto ao Sebrae tem aumentado. Em função dessa crescente demanda o Sebrae-RO realizou, nos dia 18 e 19 de outubro, em Porto Velho, um encontro de sensibilização para a inscrição de novos consultores para o Sebraetec assim como para a atualização das regras do Programa para profissionais que já atuam nos serviços de consultoria.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – O evento foi promovido como atividade da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2013, que é promovida em todo o país, durante o mês de outubro, com a finalidade de mobilizar a população em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação.

Na abertura do evento o Superintendente do Sebrae-RO, Pedro Teixeira Chaves, fez uma retrospectiva do desenvolvimento do Estado nos últimos 35 anos e ressaltou a importância de consultorias em inovação e tecnologia para a profissionalização das empresas de pequeno porte. “As consultorias do Programa Sebraetec são gratuitas e há um subsídio de 80% nos investimentos realizados na empresa, apesar disso, muitas vezes, alguns empresários têm receio em aderir ao programa, tendo em vista que, para a maioria dos empreendedores, o caminho para a criação do próprio negócio foi difícil e mudanças implicam em riscos.”, explicou Chaves.

Apesar desse receio muitas empresas têm procurado serviços de consultoria subsidiados pelo Sebrae. De acordo com a analista da plataforma do Sebrae Nacional para serviços de inovação e tecnologia, Cristina Bando, em 2012, em todo o Brasil, a meta era prestar consultorias em inovação e tecnologia para 30 mil empresas, mas essa expectativa foi superada com o atendimento de 67 mil empresas via Sebraetec.

Inovação e tecnologia – Os consultores participantes do evento eram das áreas design de ambientes, planejamento empresarial, desenvolvimento humano, gestão ambiental, gestão, associativismo e cooperativismo, qualidade de serviços de alimentação, planejamento estratégico, entre outras. 

A sensibilização dos profissionais para a atividade como consultor foi realizada por meio de dinâmicas de grupos e jogos empresariais. Segundo Aurineide Braga, instrutora das atividades, a metodologia empregada junto aos consultores visou, de forma prática e interativa, a promoção da reflexão de pontos importantes para um consultor em seu trabalho junto às empresas.

Entre eles a distinção do trabalho de consultor, quando a solução para os problemas de uma empresa precisa vir de fora, ou como facilitador, quando a solução está na empresa, mas é necessária à intervenção para que o empresário enxergue a solução para suas dificuldades dentro da própria empresa.

Entre os serviços de inovação e tecnologia promovidos pelo Sebraetec estão melhoria do design de produtos ou do layout de loja ou fábrica; implementação de boas práticas para empresas do setor de alimentação; registro de marcas; gestão de qualidade; reciclagem e tratamento de resíduos; otimização de processos de atendimento, vendas, entrega e produção; redução de desperdícios; inovação em processos produtivos; automatização de setores da empresa; inovação em produtos e serviços.

O consultor em agronegócios, sustentabilidade rural e meio ambiente, Izaac Miranda, participou do evento e afirmou “Foi uma oportunidade maravilhosa, ímpar, participar de atividades que proporcionam a reflexão sobre o desempenho de meu trabalho profissional. Elas me ajudaram a reconhecer falhas. Saio daqui com muito entusiasmo para continuar a prestar meus serviços assim como para me aprimorar profissionalmente.”.

Fonte: Agência de Notícias SEBRAE 

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A lógica do empreendedorismo

Posted 29 de agosto de 2013 By gfleury

Não existe lógica na arte de empreender. O que existe é uma sucessão de escolhas e consequências, portanto, não há segredos. Não ciência nem arte, apenas um prática consistente.

untitledJerônimo Mendes

Peter Drucker costumava dizer que empreender não é ciência nem arte, apenas uma prática. De fato, ao ler a história de empreendedores de sucesso, descobre-se que uma boa parte deles não tinha a menor ideia de onde queriam chegar. Sua única certeza era o fato de que queriam empreender de qualquer forma.

Se você leu o clássico Feitas para Durar, de James Collins e Jerry Porras, vai lembrar que das 100 empresas pesquisadas no livro, somente três iniciaram com uma ideia grandiosa: Ford, General Electric (GE) e Johnson & Johnson.

As demais empresas, portanto, 97% delas, segundo os autores, foram iniciadas por muitos empreendedores rotulados como péssimos líderes e desprovidos de qualquer senso de planejamento e gestão. Alguns eram “fora da casinha”.

Era o caso de Soichiro Honda, por exemplo, um obstinado, porém um líder de difícil relacionamento, e de Bill Hewlett e Dave Packard, fundadores da HP que iniciaram a empresa sem saber o que ela faria.

A despeito de todas as dificuldades existentes ao longo do caminho, a maioria prosperou, diferente de muitos outros que iniciaram com uma boa ideia, de maneira planejada e os quais, num primeiro momento, sabiam onde queriam chegar.

Era o caso da Texas Instruments, cujas raízes eram fundamentadas num conceito muito bem-sucedido, formada para explorar uma oportunidade tecnológica e mercadológica específica na época, portanto, uma excelente ideia na época.

Com exceção das três primeiras empresas citadas, as demais empresas foram construídas por empreendedores com uma característica imprescindível para quem deseja prosperar no mundo dos negócios: disciplina.

Por experiência, posso afirmar que a maioria dos empreendedores, salvo casos raros como Steve Jobs (Apple) ou Dean Kamen (Segway), não nascem com nada especial ou diferente das demais pessoas. O fato é que, além da disciplina, a maioria deles é dotada de uma capacidade inquestionável de pensar em produtos e serviços que mudam a vida das pessoas ao redor do mundo.

Quantos empreendedores bem-sucedidos você conhece? Selecione e tente avaliar a sua trajetória de sucesso. A maioria começou sem capital, sem projeto, sem produto ou serviço bem definido, a ponto de a gente se perguntar: como é esse cara conseguiu chegar aonde chegou?

Por tudo isso, não há como discordar de Peter Drucker. Tem muito a ver com disciplina, força de vontade e persistência.  O empreendedorismo não segue as regras tradicionais de ensino. Tem a ver com a prática.

A lógica de empreender é que não há lógica a ser seguida. A lógica fica por conta do “se”, ou seja, se você planejar, se você persistir, se você estudar, se você tiver foco, se você tiver sorte e assim por diante. Como diria Jeffrey Timmons, estudioso do assunto, o segredo é que não há segredos.

Dessa forma, o empreendedorismo deve ser visto e pensado como uma disciplina. Pode até ser ensinado nas escolas, mas nunca será bem-sucedido se não houver aprendizado de fato, por meio de erros e acertos, escolhas e consequências. Nesse caso, não existe garantia de sucesso.

Nesse sentido, o conselho de Raúl Candeloro foi uma benção para mim: “pare de falar de empreendedorismo e comece a praticar o que você diz nas aulas, nos artigos e também nas palestras”.

Aos 50 anos de idade, estou fazendo o que já deveria ter feito há quase dez anos, ao ser demitido de uma grande empresa. De certa forma, estou empurrando a minha vaquinha morro abaixo para enfrentar um novo desafio, sem a menor certeza de que vai dar certo e com a enorme esperança de que vai dar certo.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

 

Fonte: Administradores

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Veja alguns sinais de que uma empresa realmente investe em inovação, e não fica apenas no discurso.

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São Paulo – A inovação é um dos ingredientes que contribuem para a competitividade de uma empresa e, por isso, a maioria das companhias querem ter o título de inovadoras. Mas implementar esta cultura no dia a dia do negócio, não é uma tarefa simples. Veja alguns sinais de que uma corporação investe efetivamente em inovação e não fica só no discurso:

1) Todos os níveis da empresa sabem como funcionam os processos de inovação

Não basta criar estratégias. Além de desenvolver programas, processos e sistemas para a inovação, é preciso comunicar isso aos funcionários. “Todos dentro da empresa devem saber como sugerir algo e como funciona o comitê de inovação, que aprova os projetos”, diz o coordenador do programa de gestão estratégica da inovação da Fundação Dom Cabral, Anderson Rossi.

2) A companhia organiza campanhas de geração de idéias

É o que Rossi chama de inovação induzida, ou seja, quando a liderança cria desafios inovadores para problemas que a empresa enfrenta. “É uma boa forma de engajar as pessoas, mais fácil do que o processo livre, em que as pessoas podem ou não contribuir. Gera uma força tarefa de geração de ideias”, diz ele. “Mas esse processo deve ter prazo, não pode durar mais que 20 dias”, explica.

3) Os processos inovadores são recompensados

Uma empresa que tem uma política clara de reconhecimento dos processos de inovação, já está um passo a frente das outras, segundo Rossi. Assim, ela “transforma colaboradores em empreendedores internos”. Para ele, a recompensa pode vir em forma de viagens, descansos e até remunerações. “Algumas empresas fazem isso com dinheiro, mas eu não concordo muito. Acho que a renda vinda dos projetos deve ser distribuída não só entre quem teve a ideia, mas entre todos, como quem a implementou e controlou”, exemplifica.

4) A empresa constrói projetos de médio e longo prazo

Todo mundo sabe que o sucesso nos negócios não aparece da noite para o dia. A premissa é a mesma quando se fala de inovação. De acordo com Rossi, não saber lidar com o longo prazo é um dos motivos porque as empresas brasileiras não aparecem muito entre as mais inovadoras do mundo (em recente lista da revista Forbes, a Natura foi a única brasileira de 25 companhias).

“A ansiedade por resultados mata a inovação, ela precisa maturar. O empresariado brasileiro, acostumado à alta inflação do passado, não aprendeu a trabalhar o longo prazo. Hoje, com incentivos governamentais, é possível se organizar”, explica o professor, que considera o longo prazo como um período de 10 a 15 anos.

5) A corporação tem um sistema de gestão que reconhece projetos em andamento

“Em geral, o exercício fiscal das empresas é medido em cerca de dois anos. É preciso saber mensurar as etapas futuras de projetos de inovação e o possível impacto delas dentro da empresa”, diz Rossi. Assim, equipes focadas em resultados futuros também podem ser valorizadas.

6) A empresa tem indicadores para medir os esforços de inovação bem sucedidos

Significa apresentar ações e resultados efetivos aos acionistas e colaboradores. Se a empresa sabe dizer qual é o percentual de sua receita que provém de produtos e serviços inovadores, é um desses casos. “É como dizer: estamos investindo ‘x milhões’ e já temos ‘x milhões’ em resultados. Se melhorou o caixa, se gerou dinheiro novo, é sinal de que a inovação foi positiva”, explica o professor. Outra forma é quando a empresa faz o uso de incentivos fiscais como a lei do bem e reinveste os valores em projetos de inovação.

 

Fonte: Exame.com

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